Mas afinal, para que servem os museus?

Preservar a história e a memória do ser humano sempre foi um grande desafio. Nesse contexto, os museus exercem um significado extremamente relevante.

Muitos pensam que eles são apenas um caminho em direção ao passado, quando na verdade são muito mais que isso.

É um lugar de conexão entre passado, presente e futuro, pois olhar o passado é conhecer o que foi feito para aprimorar mecanismos que podem influenciar o presente, para que novos conhecimentos e técnicas sejam disponibilizadas para a sustentabilidade das futuras gerações.

O termo museu teve sua origem na Grécia antiga, nas palavras gregas ‘Mousa’ e ‘Mouseion’, templo das nove musas, ligadas a diferentes ramos das artes e das ciências, filhas de Zeus e Mnemosine, divindade da memória, sendo locais sagrados, reservados à contemplação e aos estudos científicos.

Esses locais foram considerados como o primeiro museu, no qual era constituído de bibliotecas, jardim, observatórios, sala de leitura, entre outros ambientes.

Os museus são importantes instrumentos de preservação da memória cultural de um povo, e responsáveis por seu patrimônio material ou imaterial. No início, sua finalidade era apenas de salvaguardar e não de disseminar as informações culturais.

Imagem de esqueleto de dinossauro exposto num museus. Um prédio repleto de pessoas caminhando pelo local, que tem grandes escadarias. Representando museus ao redor do mundo.

Por muito tempo, eram locais restritos e elitizados, mantidos por pessoas com algum poder aquisitivo. Somente as pessoas que recebiam convites para exposições tinham acessos àquelas obras. Anos mais tarde se tornam no que conhecemos atualmente, ou seja, aberto ao público em geral, sem distinções, local livre, de caráter educativo, cuja missão é recuperar, preservar e disseminar a memória coletiva por meio de seus objetos.

Sabemos que cultura é um termo amplo e complexo, podendo ser definido a partir de diversos pontos de vista. Sob a análise antropológica, cultura é o conjunto de costumes, tradições, hábitos e manifestações de uma população, que constrói sua identidade e seu modo de vida e os transmite geração após geração.

O museu tem o papel de informar e educar por meio de exposições permanentes, atividades recreativas, multimídias, teatro, vídeo e laboratórios.

É o espaço ideal para despertar a curiosidade, estimular a reflexão e o debate, promover a socialização e os princípios da cidadania, e colaborar para a sustentabilidade das transformações culturais.

Os museus são a radiografia da história da nossa gente. Visitá-los deve ser uma prática recorrente.

E os museus virtuais?

Um museu virtual é uma forma de levar a cultura e a educação de forma fácil, acessível e prática a quem não pode ir até o espaço físico — ou, mesmo, quem não gosta de fazer isso.

Essa versão de museu é perfeita para momentos como o de isolamento e quarentena. Nesses casos, as pessoas tanto não devem sair de casa quanto estão a procura de conteúdos que possam consumir diretamente do conforto e segurança dos seus lares.

Os museus virtuais também são uma alternativa para as escolas que querem manter seus alunos entretidos com o conhecimento — de uma forma simples, prática e dinâmica — tanto dentro quanto fora das salas de aula. Eles configuram-se, ainda, em um exemplo de como as tecnologias digitais podem ser aplicadas na educação.

O investimento em uma versão online do museu é uma oportunidade que não se pode perder — especialmente porque a presença na internet é uma forma eficaz de ganhar visibilidade e destaque diante das concorrências de mercado. Trata-se, ainda, de uma maneira de manter “abertas as portas” da instituição em momentos que exigem o contrário.

Duas meninas segurando tablets, visitando museus virtualmente.

Segundo o Centro de Referência em Educação Integral, um museu virtual é uma oportunidade educativa que proporciona visitas de duas maneiras diferentes: através de fotografias em 360 graus e panorâmicas do museu físico, “que permitem um passeio pelo espaço e observação das obras” ou “por meio da adaptação do acervo para o formato digital”.

A gestão eficiente dos acervos do museu é fundamental para que a experiência do visitante — tanto do museu físico quanto do museu virtual — seja a melhor possível. Uma boa gestão de acervos também otimiza o tempo de toda a equipe de trabalho e evita muitos esforços desnecessários.

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